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Acabou a brincadeira
平成20年10月21日火曜日 | 20:35

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É incrível como fico de bobeira na universidade. Sério. Deve ser pensamento de estudante colegial que ainda não acostumou com a diferença - colegial? Oi, lembra que você já faz faculdade há um ano (apesar de já ter passado por dois cursos e ir encarar o terceiro. Por falar nisso, vê se para nesse!)... Não que tenha diferença, considerando que eu ainda tenho o péssimo hábito de dar meu endereço antigo, esquecendo-me do novo. Já me mudei à quatro anos.

Mas enfim, saindo da minha mente perturbada, vamos ao que interessa: É realmente estranho se acostumar com essa tal universidade.

Explico: Há um ano atrás eu tinha aula das sete e meia às onze da noite, só saia do colégio depois das onze. Aqui, saí da aula vinte minutos depois da mesma ter iniciado, pois a professora não foi e deixou apenas três questões muito fáceis para que respondessemos. Compreensível. Se eu não saísse todas as noite no mínimo dez minutos mais cedo. Posso me acostumar com isso, mas é estranho, considerando que eu tinha que assinar uma ata ano passado se chegasse atrasada, ou saísse "adiantada" - leia-se, fugida.

O mais estranho é que a escola era filantrópica, gratuita. A faculdade é uma fortuna - entenda, pagar uma fortuna, mais transporte - pois é longe - para ter vinte minutos de aula.

Mas tem lá suas vantagens, como, por exemplo, poder levantar e ir no banheiro sem dar satisfações à ninguém. Nunca vou esquecer da regra de erguer a mão e pedir ao professor para ir ao banheiro, das vezes que eles negavam, e quando assentiam, anotando no "caderninho verde" da turma que o fulaninho já foi no banheiro, para que o outro professor visse quem já foi e não deixasse que saíssem os mesmos, o que seria, provavelmente uma desculpa para cabular aula.

Nunca cabulei aula.
Nunca pedi para ir ao banheiro na escola. Sempre ia no recreio - que agora, na universidade, diz-se intervalo- ou esperava chegar em casa. Não que isso seja relevante.

Na universidade, você vai no banheiro quando quiser, e se for cabular aula para ficar de bobeira no pátio ninguém tá nem aí. Ninguém vai chamar os teus pais, ninguém vai te obrigar a assinar ata. Tu sabes o que faz. É cada um por si. Ninguém tem responsabilidade por ti, além de ti mesmo. É uma maravilha.


É um pesadelo!

Bem-vindo a um mundo novo.

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Inconstante
平成20年10月18日土曜日 | 23:18

2 件のコメント
Ela chegou exausta. Largou a mochila no chão do quarto, ao lado da escrivaninha, ou pelo menos, era ali onde pretendia tê-la jogado, acabou não prestando atenção onde o objeto pesado fora parar. De que isso importava? Jogou-se na cama sem pensar duas vezes, irritada, frustrada, cansada. Queria dormir. Queria chorar. Alguém batia à porta.
   - Filha? Tudo bem?
   - Tudo mãe, me deixa dormir.
   A jovem estava mentindo. Sua mãe sabia. Insistiu:
   - Tá tudo bem mesmo?
   "Uhum".

   A garota era nova, saindo da adolescência, mas jovem demais para ser chamada de adulta. Infantil, gostava de desenho animado, de brincar com os primos mais novos. Havia começado a trabalhar à quatro meses. Não gostava do trabalho. Trabalhava o dia inteiro, fazia faculdade à noite. Uma merda.
   Como era maravilhosa a época da escola. Nada de trabalho, nada de preocupações, estesse, no máximo - imagine só - o vestibular.
   Entrou num curso qualquer só pra não ficar sem estudar. Obviamente não gostou, queria trocar. Sua mãe não entendia. Ninguém entendia. Mas que inferno era esse em que as pessoas lhe dizem uma coisa e dois dias depois mudam de idéia?! Sempre, por toda sua vida, lhe disseram que a escolha da profissão era a mais importante decisão que tomaria. O que escolhesse, seria algo que faria para o resto de sua vida. Isso a assustava. Havia algo que quisesse fazer para o resto da vida? Fantasiava, quando criança, que seria diferente dos adultos chatos, iria trabalhar em algo que realmente gostasse, ao invés de reclamar todas as manhãs por ter que sair da cama, sairia saltitante. Feliz. Pois faria aquilo que mais gostava na vida.
   Ela havia crescido. A fantasia se desfez. Mas ainda era impossível tirá-la da cabeça. O resto da vida. O que ela queria fazer para o resto da vida? Gostava de escrever, de desenhar, de cantar... Mas o resto da vida era um tempo longo demais para que pudesse ter alguma certeza.
   Sua mãe sabia por que ela estava triste, mas parecia achar um motivo idiota. "Começou o curso, agora vai até o fim". O resto da vida. Tinha que ser algo muito bom. Já havia inciado dois cursos, desistiu do primeiro, queria desistir do segundo, não era o que queria para o resto da vida. Sua mãe sabia que ela havia iniciado esse curso só pra não ficar sem estudar - alguém na sua idade sem estudar, só podia ser um idiota - Desse vez ela tem certeza do que quer. Mas sua certeza de nada vale. Ela é inconstante. Mutável. Nômade. Uma cigana dentro de sua própria mente.

O resto da vida.

ラベル: ,



tempo, tempo, tempo..
平成20年10月8日水曜日 | 11:43

1 件のコメント
Se eu pudesse fazer um desejo, pedir qualquer coisa, seria algo relacionado ao tempo. Odeio o fato de não ter tempo nunca!!! Sério, estava tão acostumadinha com minha rotina do primeiro semestre (facul segunda de noite. só.) e agora, facul todos os dias (ok, menos quarta) trabalho manhã e tarde, inclusive sábado! Horrível! No pouco tempo que eu tenho, preciso estudar, fazer folhinha, prova, corrigir prova, fazer boletim... Um inferno! Dar aula é legal, mas ocupa muuuito tempo...
Queria parar o tempo, fazer o dia durar 48h, ser imortal.. Queria ser dona do tempo, dona da situação, ter o mundo em minhas mãos e todo o tempo que eu precisasse.
Queria poder voar também.
Mudando um pouco de assunto, essa semana foi ainda mais cheia a minha agenda, meu pai fez uma cirurgia na coluna, ele tinha 3 hérnias de disco.. Aih é uma função, né.. Não parei um minuto, vai e volta de hospital, e a minha mãe não me deixa dormir em casa sozinha, então eu e minha irmã pareciamos dois pacotinhos indo de um lado pro outro. Finalmente ele voltou pra casa.. \o/
Enfim, minhas olheiras estão o triplo. E isso que já tenho fortes olheiras.
Amo a criatura q inventou maquiagem.


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炎宮. samiya. tbm conhecida por miya, samy.. 17 y/osagitariana, 24nov. gaúcha, apesar de francesa. jornalismo. curso de japonês. cantora de banheiro. compositora de lua cheia. fotógrafa por hobbie. escritora por natureza. aspie. otaku com orgulho. j-music. comida mexicana. pimenta. aicmofóbica. superdotada. asmática. nerd. nômade. mutável.

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